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08 de Setembro de 2010
   
Diretor avalia ações da Polícia Judiciária Civil de repressão à criminalidade
Publicado em: 20/07/2010 às 09:48 TAMANHO DA LETRA: A A A A

O delegado José Lindomar Costa, 46 anos, completa neste mês de janeiro, dois anos na diretoria geral da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso. Nesta entrevista, ele faz um balanço das ações realizadas pela Instituição no ano de 2009 e fala de algumas medidas que serão colocadas em prática em 2010, de repressão à criminalidade. Entre elas, estão mudanças no sistema de plantão das delegacias e a abertura de unidades.



1. Como foi o ano de 2009 para a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso?



Costa - O ano de 2009 foi muito positivo para a Polícia Civil. No começo do ano achávamos que as dificuldades seriam maiores. Embora nosso efetivo e os recursos ainda sejam insuficientes, conseguimos um diferencial, principalmente na operacionalização das ações da Polícia Civil. A quantidade de operações que fizemos; grandes aquisições em pontos prioritários, que era o caso de computadores. Conseguimos colocar nas delegacias quase 600 máquinas, móveis e utensílios domésticos. Através do sistema de locação do Governo ampliamos a quantidade de veículos com cerca 300 viaturas novas para os policiais trabalharem. Isso também melhorou a qualidade e a celeridade do serviço policial.



As delegacias superaram as metas estabelecidas no começo do ano. Foram mais de 13% de aumento só na conclusão de inquéritos. As prisões aumentaram quase 200%. Isso mostra que a Polícia Civil está fazendo muito com o que ela tem. A quantidade de pessoas encaminhadas ao Sistema Prisional e o número de requisições de perícias da Polícia Civil remetidas a Politec, mais dois mil pedidos aguardando laudos. Num contexto geral, os resultados mostram que o ano foi muito positivo para Polícia Civil.



2. Com relação às operações, a Polícia passou a usar melhor os seus recursos ou a metodologia foi aprimorada?



Costa – Nunca foram tantas prisões. Mais de duas mil, só nas operações. Quando se alia a técnica ao planejamento e a maneira de se investigar, realmente faz um diferencial. Os recursos utilizados para fazer essas operações são praticamente os mesmos dos anos anteriores. Não houve um aporte de recursos direcionados para desencadear essas operações. Melhoramos tecnicamente o procedimento, a forma de se fazer. Nosso planejamento operacional significa que está melhorando, que as investigações estão mais eficientes. Aprendemos a compartimentar as informações, a fazer a investigação primeiro para depois desencadear a operação para que ela tenha resultado. Quando se une tudo isso, melhora-se a qualidade da investigação, do planejamento operacional e a qualidade da execução desse planejamento. Isso faz com que os mesmos recursos tenham um resultado melhor.



3. No combate a criminalidade, especialmente ao tráfico, quais as medidas de repressão adotadas pela Polícia Judiciária Civil em 2009?



Costa – Primeiro. Muitas das operações foram direcionadas ao combate ao tráfico de drogas, tanto o tráfico em grande escala, quanto o tráfico doméstico, que são os pontos de venda. O interior do Estado teve uma ação muito forte nessa área. Fizemos operações em quase todos os municípios de repressão ao tráfico. Foram quase 200 ofensivas de repressão as quadrilhas de tráfico entorpecentes. A droga é um crime em si e a causa de vários outros. Então, reprimindo o tráfico estamos combatendo a receptação, o furto, o roubo e o homicídio. Exatamente porque as pessoas usam esses crimes para levantar recursos e bens para adquirir essas drogas. A medida mais estruturante neste campo foi à inauguração da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital.



4. A Polícia Civil planeja abertura da Delegacia de Repressão a Roubos, de Cuiabá, como essa unidade vai atuar?



Costa - Essa é uma delegacia que vai trabalhar só com os crimes de roubo na Capital, ou seja, aqueles crimes praticados com violência e grave ameaça à pessoa. Precisamos priorizar. Os crimes estão ficando muito violentos, cada dia que passa as ações, as condutas dos bandidos estão mais violentas e isso faz com a polícia necessite ter uma repressão mais focalizada, mais qualificada nessa natureza de crime. Outro ponto da abertura dessa delegacia é para reunir ali todas as informações sobre essas quadrilhas de assaltantes que vem atuando em Cuiabá. Uma mesma quadrilha comete três, quatro, cinco, dez roubos em residências, empresas e a transeuntes. Desarticulando uma quadrilha se está fazendo, inclusive, a prevenção para diminuição dessa natureza de crime.



5 – Outras delegacias serão abertas ou reestruturadas, como estão os planejamentos da Polícia Civil?



Costa – Vamos melhorar a estrutura, reestruturar algumas. Estamos procurando um prédio para a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa, sabemos da necessidade dessa unidade, que tem um dos maiores índices de resolutividade do País. Vamos trabalhar de uma forma diferenciada o plantão da Capital. Em Várzea Grande estamos com um prédio já locado, na Avenida Filinto Mulher, onde estão sendo feitas adequações para colocar ali o plantão, a Delegacia Municipal e a Regional, para melhorar e centralizar o atendimento à população. No interior temos algumas delegacias que estão praticamente prontos os convênios, como é o caso de Colniza. Alguns Centros Integrados de Segurança e Cidadania para ser inaugurado, a exemplo de Comodoro, Paranatinga, Juara, Nova Mutum e Juína.  




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