EDUCAÇÃO é a única SOLUÇÃO, foi à frase que me acompanhou durante as três vezes que me candidatei aos cargos eletivos, como vereadora em 2012 e 2016 e como Deputada Estadual em 2018. A Educação como ensino (escola) e como valores (casa) é a única resolução para todas as desigualdades sociais, porém é o mais deixado de lado. Tanto pelos governantes, como pela sociedade na sua maioria.  Quantas vezes você como eu não presenciamos  crianças rolando no chão de supermercado por que quer obrigar os pais a comprar algo? Quantas vezes não presenciamos criança desmentindo os pais na frente de visita? Hoje em dia a criança é tratada como Rei e os pais com súditos deles. Os pais para não passar vergonha submetem-se a aceitar, a dizer amém para os caprichos dos filhos. Existem pais que não diz não pra não perder o “amor” dos seus filhinhos. Uma vez eu ouvi uma criança de três anos dizendo à sua mãe que a odiava só por que ela não quis fazer um gosto dele, ao invés dela o corrigir, chorou e depois fez o que ele queria só pra não perder esse “amor”.

Como professora há mais de 31 anos, teria muitas coisas pra contar das minhas experiências, tanto em sala de aula, como também como assessora técnica, tanto na Secretaria de educação, como no Conselho de educação. Porém hoje quero falar de uma coisa que está deveras me frustrando nessa política podre que esta, especialmente sobre a mulher na politica. Uma eterna “cota”. Não será fácil dizer isso, mais nas três vezes que me candidatei a esses três cargos eletivo eu pude ver a desigualdade que há entre os homens candidatos e as mulheres candidatas. A mulher candidata fica mendigando como se fossem elas quem precisasse ser candidata e não o partido que precisassem delas. A diretoria do partido enrola o quanto podem pra  não nós atender e  ainda beneficiam os candidatos “escolhidos”, usando até a  máquina pública para que o candidato escolhidos ganhem as eleições.

Nesta eleição abri meus olhos para muitas coisas: amizades incondicionais, que votam por acreditar que farei a diferença se me derem essa oportunidade. Outras amizades que não vota porque não acredita e não quer perder seu voto e também aqueles que só votam em quem pagar mais. O voto virou mercadoria, infelizmente a realidade é essa. Outra coisa seríssima que presenciei é que deveras humilhou as mulheres do partido é que algumas mulheres não se candidataram pra ajudar homens do partido. Enfim mulher não confia em mulher. Profissionais da educação não confiam em profissionais da educação.  E essa maldita politicagem vai continuar. Queira Deus que o nosso novo presidente corte a verba publica da politica. Ele provou que se ganha politica sem dinheiro público. A minha sede por justiça social está cada vez mais frustrada. Amigas de anos se vendendo, conterrâneo preferindo votar em cara com tornozeleira a em pessoa como eu, que nasci e criei na cidade de Barão de Melgaço. Está eleição talvez fosse a minha ultima tentativa porque não basta ter projetos, ter ideias inovadoras, ter força de vontade de mudar a politicagem deste Mato Grosso. As maiorias dos eleitores querem vender os seu voto. E isso nem se eu tivesse dinheiro eu o faria. Se um dia eu ganhar alguma coisa será por mérito e não por comprar votos de quem quer que seja. Durmo com a consciência tranquila. Na politica vemos quem realmente é amigo, é parceiro e gosta e confia na gente.

Percebi uma coisa também, talvez já pensada mais nunca escrita. A maioria das pessoas não tem consciência política. Não entendem que vendendo o seu voto, o esgoto a céu aberto na frente da sua casa, vai continuar lá, a escola publica do seu filho vai continuar a merda que está.  A saúde que já está um caus , vai ficar um caus e meio.  Gente põe a mão na consciência, por favor! Seja esperto para o que interessa que é o bem estar da sua família.  Gente inteligente não vende seu voto. Vota consciente pra uma melhoria efetiva no seu bairro, na sua cidade, no seu estado e no seu país.

Ivoneth Nunes é professora pedagoga, pós-graduada em docência para o nível Superior na UFMT.

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