Olhar Direto 

Dois advogados de Mato Grosso, que aplicariam golpes em pessoas endividadas, foram denunciados pelo programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (31). Duas vítimas de Luiz Henrique Senff e Lucínio Vieira de Almeida Junior relataram que foram condenados na Justiça a pagar mais de R$ 3 mil reais, por causa da tentativa dos advogados de agir com má fé. Os dois negaram as acusações.

As vítimas em Mato Grosso são Armerindo dos Santos Magalhães, morador de Tangará da Serra, e Danila Fagundes, moradora de Colíder. Armerindo possuía uma dívida de R$ 129 e Danila de pouco mais de R$ 200.

O senhor Armerindo, que é analfabeto, contou que recebeu uma visita em sua casa, de uma pessoa que lhe disse que poderia ajudá-lo a limpar seu nome e ainda poderia receber uma indenização de R$ 1 mil a R$ 15 mil, tudo dentro da legalidade.

Já Danila disse que recebeu uma mensagem pelo celular, de um número desconhecido com o anúncio que dizia “Oportunidade única. Não perca! Grátis. Limpe seu nome. Fazemos consulta sem custo”. Ela entrou em contato e ouviu que era garantido o sucesso da ação.

Armerindo seria representado por Luiz Henrique e Danila por Lucínio Vieira. Os advogados entrariam na Justiça alegando que a dívida não existe, além de que houve cobrança abusiva de juros, e o cliente estaria passando por constrangimento ao ficar com o nome sujo. Eles pediriam uma indenização por danos morais e ficariam com 50% do valor.

No caso de Armerindo, o advogado não foi no dia da audiência e enviou um representante. O juiz acabou descobrindo a fraude e condenou Armerindo a pagar R$ 3 mil por ter agido de má fé. Ele teve que penhorar seu carro e ainda continua com o nome sujo. Já Danila foi condenada a pagar R$ 4 mil por tentar enganar a Justiça.

De acordo com a reportagem, os advogados que tentam este tipo de ação entram com diversos processos na Justiça, por indenização por danos morais e conseguem vencer algumas. Eles possuem procurações assinadas pelos clientes.

Luiz Henrique negou as acusações e disse que não cometeu irregularidades como advogado, afirma que foi Armerindo quem procurou seu escritório. Lucínio também negou e disse que todos os clientes tem conhecimento sobre o processo e que seu escritório trabalha de forma correta, em conformidade com o código de ética da OAB.

 

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