Olhar Direto 

A casa do sócio-proprietário da construtora Ginco, Osvaldo Tamura, foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira (03), durante a terceira fase da ‘Operação Polygonum’, que investiga fraudes ambientais no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Olhar Direto apurou que a casa de Osvaldo Tamura foi uma das que teve o mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira. A residência fica no Condomínio Florais Cuiabá, localizado no bairro Ribeirão do Lipa, na capital mato-grossense.

A assessoria de imprensa da Ginco informou ao Olhar Direto que a empresa não é alvo desta operação e confirmou que “um dos sócios da empresa prestou informações sobre uma área rural de propriedade particular dele, no interior do estado, não tendo nenhuma relação com os negócios da empresa”.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o cumprimento em seis escritórios de engenharia florestal e de administração de fazendas e nove residências de Cuiabá, Várzea Grande, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento Sinop e Colíder.

Além disto, também são cumpridos três ordens de sequestro de bens (veículos), que teriam sido objeto de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

A operação é originária de investigação da Delegacia do Meio Ambiente em conjunto com o Ministério Público, decorrente de esquema detectado no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Participam da operação 12 delegados, 40 investigadores, 8 escrivães, 3 promotores de justiça. Peritos da Politec e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) também atuam em apoio a operação.

No bairro Morada da Serra, os policiais apreenderam armamento e uma certa quantia em dinheiro, que ainda está sendo totalizada. O balanço total deve ser divulgada na parte da tarde de hoje.

Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) informou que, nesta fase da operação, nenhum servidor da pasta está envolvido. Acrescenta também que “os 595 cadastros sob suspeita, estão em auditoria e desde 23 de novembro a Pasta vem conferindo publicidade e transparência aos registros que foram cancelados ou reativados por meio do Diário Oficial”.

O nome da operação, Polygonum, faz referências a medidas geométricas de áreas, referenciadas em dados de propriedades, terrenos e cálculos de desmatamento.

Confira a nota da Ginco na íntegra:

A Ginco Urbanismo LTDA informa que não é alvo da operação  Polygonum, realizada nesta segunda-feira (03).

Confirmamos que um dos sócios da empresa prestou informações sobre uma área rural de propriedade particular dele, no interior do estado, não tendo nenhuma relação com os negócios da empresa.

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