O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso prestou apoio ao Gaeco do Paraná e cumpriu um mandado de busca e apreensão em Várzea Grande, no bairro Mapim, na manhã desta terça (9). O alvo local da Operação Cartas Marcadas é o empresário Carlos Cezer Assis.

A operação apura crimes envolvendo fraude em licitações, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, praticados por associação criminosa. Um grupo de empresários teria constituído diversas empresas para participar de licitações com administrações municipais, principalmente relacionadas ao fornecimento de uniformes escolares. Até o momento, foram identificados 17 municípios em que o grupo participou de concorrências.

A ação cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.

A operação foi realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) em Londrina, com a participação de promotores de Telêmaco Borba. Os empresários ainda são investigados por falsidade ideológica, uso de documentos falsos e associação criminosa.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra cinco pessoas da mesma família. Já os mandados de busca foram cumpridos nos seguintes lugares: 8 em Indaial e 1 em Joinville, em Santa Catarina. Mais 7 em Campo Mourão e 3 em Maringá, no Paraná e 1 em Várzea Grande.

Segundo o Gaeco, os empresários investigados participaram de licitações municipais, principalmente em processos para o fornecimento de uniformes escolares. O MP-PR identificou 17 municípios em que o grupo participou de concorrências.

Conforme as investigações, as empresas pertenciam a pessoas ligadas entre si, por parentesco ou amizade, e algumas delas tinham inclusive o mesmo representante. Dessa forma, elas conseguiam violar o sigilo e fraudar a concorrência.

Além do cumprimento dos mandados, a Justiça determinou a suspensão de contratos de dez empresas do grupo, com a proibição dos investigados de participarem de novas licitações. (Com assessoria)

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