G1 MT

A Justiça mandou bloquear R$ 1.520.661 do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva, do ex-deputado Gilmar Fabris, e de outros três servidores pelo desvio de recursos do órgão, em 1996. A decisão, do juiz Bruno D’Oliveira Marques, foi publicada no Diário da Justiça que circula nesta quinta-feira (11).

Consta no relatório do processo que a ação foi movida pelo Ministério Público Estadual (MP-MT), que acusou Fabris de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro, sendo que apenas o crime de peculato foi reconhecido pela Justiça.

O crime, conforme a denúncia, foi cometido quando Fabris era presidente da ALMT, tendo como codenunciados o então 1º secretário da Mesa Diretora, ex-deputado estadual José Riva, o ex-secretário de finanças do Legislativo e dois servidores da Casa de Leis – todos negaram participação no esquema.

De acordo com o MP, em 1996, os dois parlamentares e o secretário de Finanças do Legislativo estadual assinaram 123 cheques – totalizando R$ 1.520.661,05 – nominais a mais de 30 empresas, como suposto pagamento por serviços prestados à AL.

Na sequência, os cheques eram “fraudulentamente endossados” para uma madeireira e depositados na conta bancária dessa empresa, que era administrada por um dos servidores denunciados, também conhecido como “braço direito” de José Riva.

O dinheiro era sacado pelo outro funcionário da AL denunciado na ação – que era filho do administrador da conta bancária da madeireira – e repartido entre os beneficiados pelo esquema, sendo os valores também usados para pagamento de despesas pessoais.

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