G1

Com o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA), os projetos e a obra do prédio passaram de R$ 320 milhões para R$ 1,3 bilhão, de acordo com a procuradora do Ministério Público Federal (MPF) Isabel Vieira Groba.

O superfaturamento é alvo de investigação da 56ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (23). O valor de R$ 1,3 bilhão informado pela procuradora é atualizado.

Até o momento, 17 pessoas foram presas. Ao todo, há 33 mandados de prisão para 22 alvos. O número de mandados é maior do que o número de pessoas porque alguns dos investigados têm mais do que um endereço.

Três pessoas, conforme a Polícia Federal (PF), estão fora do país. Há ainda 68 mandados de busca e apreensão.

Veja onde há mandados de prisão:

  • Bahia – 6 preventivas e 9 temporárias
  • Minas Gerais – 1 temporária
  • Rio de Janeiro – 6 preventivas e 3 temporárias
  • São Paulo – 2 preventivas e 6 temporárias

Segundo a PF, os presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, serão levados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Superfaturamento

Houve superfaturamento nos contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia, de acordo com a PF.

De acordo com a procuradora do MPF, o superfaturamento foi acertado entre a Petrobras e o Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros) para bancar o esquema de propina.

A Petros se comprometeu a realizar a obra e a Petrobras, a alugar o imóvel por 30 anos.

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