Luciana Souza/ Especial para o Extra MT 

Não é de hoje que a base do Democratas (DEM) vem mostrando sérias “rachaduras”. Desde que a corrida para as eleições 2020 começou, as principais lideranças da sigla em Mato Grosso estão deixando claro suas preferências para compor o grupo de candidatos.

E a situação só piorou nesta semana. Na surdina, mesmo negando, o presidente estadual do partido no estado, o suplente de senador Fábio Garcia, escolheu a cúpula da base municipal do partido. Compondo a mesa,  oito nomes ligados ao governador Mauro Mendes, entre eles : Alberto Machado, o Beto 2 a 1,  Domingos Sávio e o advogado Pascoal Santulo Neto, os três foram secretários de Mauro quando prefeito de Cuiabá.

A decisão de Garcia desagradou e muito os caciques do partido, os Campos, como o ex-governador Julio e o senador Jayme. Ambos ficaram sabendo das escolhas pela mídia e declararam grande insatisfação, pontuando que “não foram consultados sobre a decisão”. Júlio disse que deixou uma lista de nomes para Fábio, onde tinham indicações de pessoas que  militam  pela sigla há mais de 30 anos, sendo merecedores de estarem entre as escolhas para compor a mesa municipal.

Antes desta polêmica, as lideranças do DEM já tinham desenhado um cenário de guerra, principalmente quando o assunto era a corrida pela Prefeitura de Cuiabá e o projeto de reeleição de Emanuel Pinheiro.

Fábio fez várias declarações contra a gestão de Emanuel e deixou claro, sem rodeios, que não apoia uma possível reeleição do emedebista. Além de Fábio, o governador Mauro não esconde de ninguém que não apoia Emanuel, nem mesmo para atender o partido, caso  esse confirme união ao gestor municipal.

Por outro lado, os Campos  vem demonstrando ‘afeição’ ao prefeito e sua gestão. O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Eduardo Botelho, nome de grande expressão dentro da cúpula, também demonstra uma certa simpatia por Pinheiro e seu trabalho pela Capital.

O próprio Emanuel, sem modéstia nenhuma,  nos últimos dias, afirmou, ao falar de sua reeleição, que tem apoio de metade do DEM. Ou seja, a base está com uma grande ruptura quando o assunto é Emanuel Pinheiro, e a queda de braço já começou.

Com a decisão de Fábio de nomear uma base praticamente “Mendes” para o diretório municipal,  deixando os Campos de lado, é claro que a pontaria era enfraquecer o lado que apoia Emanuel, para que esse “grupo” não consiga levar a sigla ao palanque do “emedebista”,  fazendo com que o partido tome outros rumo e  venha escolher candidato próprio, ou outra base para  apoiar.

Vamos aguardar pelas próximas cenas dessa novela!

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