Redação RDNEWS 

Mantido na Assembleia após uma articulação política que conduziu Allan Kardec (PDT) à Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, o deputado Romoaldo Júnior (MDB), eleito suplente, expressa sua gratidão ao governador Mauro Mendes (DEM) saindo em sua defesa. E perante a primeira crise anunciada na gestão democrata, o parlamentar aponta que o chefe do Executivo não pode se “amedrontar” com a pressão que o Fórum Sindical tem feito para que o pagamento dos salários seja em dia, além do 13º e RGA.

O parlamentar avalia que o governador não tem culpa do desiquílibrio fiscal pelo qual passa o Estado, por estar no cargo há uma semana. “Não tem mágica, não tem como chegar e ter dinheiro em caixa. Não adianta os servidores fazerem greve, não tem grana”.

Romoaldo acredita que apesar de Mauro ser empresário e saber lidar com temas de ordem econômica, ainda não viu realmente o tamanho do rombo. A declaração se dá mediante a longa experiência do deputado que segue rumo ao 6º mandato no Legislativo, e que afirma não ter visto nada igual como a atual situação de crise pela qual para o Executivo.

Além de demonstrar pouca empatia pela causa dos servidores, o parlamentar também chama à responsabilidade os demais Poderes, incluindo ao qual faz parte, alegando que o Tribunal de Contas, Assembleia e Ministério Público têm gordura para queimar. A exceção na opinião do paralamentar se situa com o Judiciário, cujo orçamento é de R$ 1,4 bilhão anual, mas que possui 78 comarcas com altas despesas. Apesar disso, o político pondera que é possível e necessário que todos tomem medidas para reduzir gastos.

Ainda na linha do situacionismo de primeira ordem, o deputado se demonstra otimista com Mauro pelo seu perfil empresarial e diz ter esperança que será um governo para todos. Neste ponto, critica as duas últimas gestões, Pedro Taques e Silval Barbosa, por terem empenhado de forma majoritária os esforços no pagamento de folha salarial e repasses aos Poderes, não investidindo em infraestrutura e desenvolvimento econômico.

O parlamentar pontua que Mauro deverá ser inflexível também com quem procurar pressioná-lo, e aponta que quem assim o fizer “quebrará a cara” com o governador. Nesta linha de raciocínio, Romoaldo afirma que existe verdadeira inversão de valores em Mato Grosso, onde 3,3 milhões de habitantes precisam pagar impostos para bancar o salário de 100 mil servidores, enquanto que deveria ser o contrário, com os servidores recebendo para prestar as benefeitorias para a sociedade.

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