Ana Flávia Corrêa
Gazeta Digital

Os servidores públicos de Mato Grosso ameaçam entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (12) caso o governo do Estado não pague a parcela da Revisão Geral Anual (RGA), de 2018. Em uma nota técnica enviada para o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) a Secretaria do Estado de Fazenda (Sefaz) comunicou não ter condições financeiras para arcar com a dívida.

O reajuste deveria ser pago em duas parcelas, sendo a primeira de 2% na folha de outubro a ser paga até o dia 10 deste mês, e 2,19% em dezembro deste ano. A presidente do Sindicato dos Conciliadores de Defesa do Consumir (Sindicon), Cristiane Vaz, que é uma das representantes do Fórum Sindical, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda (5), que existe a possibilidade de greve em caso de calote.

“Na verdade é necessário pontuar que a RGA já está atrasada, porque deveríamos ter recebido de forma integral, como todos os outros servidores dos outros poderes, em maio de 2018. Então existe sim a possibilidade de uma nova greve no estado de Mato Grosso. A partir do dia 10 se o salário cair atrasado ou cair sem a parcela do RGA a gente não considera que existe uma inadimplência”, explicou.

Ao jornal A Gazeta, o secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, confirmou que o governo não tem a capacidade de pagar o benefício e que a demonstração das contas comprova a dificuldade financeira e fiscal. O Estado possui restos a pagar de 2017 em cerca de R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão em 2018.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental (Sinpaig), Edmundo Leite, afirmou que em reunião no mês passado foi assegurado aos servidores que o Estado possuía dinheiro em caixa para quitar a RGA.

“Até porque existe previsão constitucional do teto de gastos separando a recomposição inflacionária para garantir a recomposição do poder de compras dos trabalhadores do serviço público. É simples assim, o secretário colocou com todas as palavras que existia dinheiro em caixa”, disse.

 

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