Redação 

A sede do Poder Judiciário de Mato Grosso, o prédio do Tribunal de Justiça, está iluminada com a cor amarela desde o início do mês em apoio à campanha ‘Setembro Amarelo’, que visa chamar a atenção para o grande número de suicídios que vêm ocorrendo nos últimos anos. Para reforçar a informação de que o suicídio pode ser prevenido, também as mídias sociais da Instituição (TwitterFacebook Instagram) estão utilizando a mesma cor e informando sobre o assunto.

Internamente, no TJMT, será ofertada para os servidores a palestra “A vontade de ser feliz – A vida é a melhor escolha”, com o psicólogo e comunicólogo Afro Stefanini. A ação será realizada, no dia 18 de setembro, no Espaço Gervásio Leite, e é oferecida pelo Programa Bem Viver, vinculado à Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH), que tem como objetivo promover o bem-estar para servidores e magistrados da Instituição.

Ainda que o assunto não integre o rol de processos que tramitam pelas varas judiciais, o Judiciário mato-grossense todo ano se solidariza à causa tendo em vista a missão de buscar a paz social. Nesse sentido, a paz não é vista apenas como ausência de guerra, mas sim, como a construção de uma sociedade melhor, voltada para a ajuda ao próximo e à solidariedade.
De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), durante todo o mês de setembro, diversas ações são vistas em todo o Brasil a fim de chamar a atenção da população para esse problema. A organização aponta que a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida no Brasil, e por isso é tão importante divulgar que existem ações que podem prevenir o suicídio.
O CVV explica ainda em um texto divulgado recentemente que o suicídio é um assunto complexo e a causa nunca é única, ao contrário, são diversas. Ao explanar sobre a temática a organização explica que a prevenção ao suicídio é possível à medida que é permitido às pessoas que se desabafem e falem sobre os sentimentos sem receber críticas. Essas medidas ajudam a evitar o pensamento de que a morte é a solução.
“O suicídio é um assunto complexo, pois ninguém se mata por um único motivo, mas a prevenção é possível e algumas ações podem ser feitas por todas as pessoas. A morte em si já é um tabu. Morte por suicídio costuma ser ainda mais, porque toca em questões de escolhas, crenças e barreiras sociais. Nesse sentido, muitas vezes há pouco debate e divulgação. Permitir que as pessoas desabafem e falem sobre os sentimentos sem receber críticas é um meio de evitar que se pense na morte como solução para as dores.”

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