Por Eduardo Moura, Porto Alegre/Ge

Depois da instabilidade no início do Gauchão, o Grêmio se encontrou de vez nos mata-matas e encontrou facilidade nos duelos de ida, mesmo quando havia o maior rival pela frente. Das quartas à final, o Tricolor abriu “10 a 0” nos primeiros jogos em confrontos eliminatórios. Com a goleada sobre o Brasil de Pelotas por 4 a 0, a equipe de Renato Portaluppi praticamente encaminhou o título.

A equipe gremista cresceu justamente no momento mais decisivo e trouxe desempenho. E com fartura de gols. Nas quartas, contra o Inter, vitória por 3 a 0, seguida de uma derrota por 2 a 0 no Beira-Rio.

Grêmio sai com ampla vantagem na final do Gauchão (Foto: Lucas Uebel/Grêmio) Grêmio sai com ampla vantagem na final do Gauchão (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Grêmio sai com ampla vantagem na final do Gauchão (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Nas semifinais, o Tricolor aplicou 3 a 0 no Avenida fora de casa. O resultado imponente fez com que o time de Santa Cruz fizesse mudanças para a volta, poupando titulares para dar “uma moral” para quem não havia jogado muito no Gauchão. O empate em 1 a 1 carimbou a ida do Tricolor para a final.

Agora na decisão, 4 a 0 em 45 minutos, após a expulsão de Sciola no fim do primeiro tempo, que terminou 0 a 0. Na soma, 10 gols anotados e nenhum sofrido nos confrontos de ida. O saldo, inclusive, faz com que o Tricolor tenha o melhor ataque da competição, com 28 gols.

Primeiros jogos do mata-matas do Gauchão

  • Quartas de final: Grêmio 3×0 Inter
  • Semifinal: Avenida 0x3 Grêmio
  • Final: Grêmio 4×0 Brasil de Pelotas

– Acredito que o primeiro jogo sempre é muito importante no mata-mata, independentemente de ser em casa ou fora. O Renato sempre fala, quanto menos problemas levar para a volta, melhor. Temos conseguido êxito nestes primeiros jogos. Nos dá uma tranquilidade para o segundo, mas é um confronto de 180 minutos. Temos que focar na Libertadores, recuperar os pontos perdidos no Uruguai e trazer o título para a nossa torcida – analisa o goleiro Marcelo Grohe.

“Rei dos matas”

Desde a chegada de Renato, a vantagem na primeira partida de mata-mata é uma rotina. Em 16 disputas, já contabilizada a final deste domingo, o Tricolor venceu a primeira partida em 13 oportunidades. Em só uma delas não continuou na competição a qual jogava: na semifinal com o Cruzeiro, na Copa do Brasil de 2017. Contra o Inter, a derrota por 2 a 0 no Beira-Rio deixou uma lição por conta da quase ida aos pênaltis.

Marcelo Grohe falou sobre as vantagens nos primeiros jogos (Foto: Eduardo Moura) Marcelo Grohe falou sobre as vantagens nos primeiros jogos (Foto: Eduardo Moura)

Marcelo Grohe falou sobre as vantagens nos primeiros jogos (Foto: Eduardo Moura)

– Levaremos esta vantagem, mas não podemos sentar nela como ocorreu no Gre-Nal. Fizemos coisas que não estamos acostumados. O grupo é consciente. Vamos fazer de conta que está 0 a 0. O Brasil virá para cima. O Grêmio também buscará a vitória – prometeu Renato em sua entrevista coletiva.

A vantagem tem mais um ponto positivo: deixa o elenco tranquilo para o duelo com o Monagas, na próxima quarta-feira, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Inclusive, algumas peças podem ser preservadas na final diante do placar elástico conquistado em Porto Alegre, assim como aconteceu na semi contra o Avenida.

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