Redação Olhar Direto 

Denunciada por mandar matar o marido, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos e o amante, Adriano dos Santos, em 2016, na cidade de Sinop (a 500 km de Cuiabá) irá enfrentar o júri popular. Cléia Rosa dos Santos Bueno foi presa em março de 2018 em uma operação da Polícia Civil.  Dois homens que auxiliaram na morte de Adriano também foram presos na ocasião.

No último dia 27 de fevereiro a juíza da 1ª Vara Criminal de Sinop Rosângela Zacarkim dos Santos pronunciou  Cléia homicídio qualificado: por motivo fútil, emprego de meio cruel e por usar recurso que dificultou a defesa da vítima.

Pela suspeita de ter envolvimento na morte do marido, Cléia ficou conhecida como “viúva negra”. Jandirlei foi morto em uma simulação de latrocínio, após ser ferido com vários golpes de faca e permanecer por vários dias internado. Já Adriano morreu a golpes de enxada e seu corpo enterrado ao lado de sua moto em uma região de mata.
Cléia foi acusada de dopar o amante até que os executores chegassem no local. Adriano foi morto com golpes de enxada. A suspeita é que o amante passou a ameaçá-la após matar Jandirlei.

Defesa

O advogado de Cléia, Erick Rafael da Silva Leite, declarou que a mulher só é culpada de um dos crimes, mas só o cometeu porque “se viu sem saída para frear as agressões e estupros que sofria”.

Segundo o advogado, Adriano e o marido dela eram muito amigos, trabalhavam no mesmo local. Porém, ele acabou se apaixonando por ela e viu uma oportunidade – quando ele e Jandirlei foram até uma casa de prostituição – de conseguir algo.

“Esta foi a oportunidade que ele [amante] queria para ficar com ela. Disse que o marido a estava traindo e que poderia provar, mas só se ela mantivesse relação sexual com ele após isto”, disse o advogado. A defesa acrescenta que Cléia então topou ‘pagar o preço’ e quando descobriu que Jandirlei a estava traindo, resolveu se relacionar com Adriano.

Ainda segundo a defesa, Jandirlei morreu por conta de uma cirurgia não realizada. Esta informação, segundo ele, consta do depoimento do médico que atendeu o marido de Cléia. Após a morte dele, a polícia começou a realizar interceptações telefônicas e viram que a acusada e o amante voltaram a se relacionar.

“Adriano era muito possessivo. Só no tempo em que eles ficaram junto que ela foi perceber isto e não quis mais ficar com ele, que a agredia e a estuprava constantemente. Ele ameaçava matar os filhos dela se houvesse qualquer tipo de denúncia. Virou um transtorno psicológico”, disse o advogado.

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