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O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Vara de Execução Penal de Cuiabá, negou o pedido de pernoite na Fazenda São João proposto pela defesa de João Arcanjo Ribeiro. No entendimento do magistrado, o ex-bicheiro, que está sob uso de tornozeleira eletrônica, não pode ter “zonas de inclusão”, uma vez que outras 1.500 pessoas utilizam monitoramento remoto na Baixada Cuiabana e não desfrutam de tratamento particular.

Conforme a decisão: “O mesmo direito e obrigação que possui o senhor João Arcanjo Ribeiro também assiste ao ‘João da Silva’, ao ‘Manoel dos Anjos’ e ao ‘Francisco da Costa’, além dos outros recuperandos”. O documento foi publicado no Diário de Justiça, nesta sexta-feira (23).

Em fevereiro, Arcanjo progrediu ao regime semiaberto, com o uso de tornozeleira. À época, a Justiça determinou que o ex-bicheiro poderia ficar na Fazenda São João de segunda a sexta-feira. Todavia, em setembro, por ocasião do casamento de sua filha, ao recuperando foi permitida a ida à propriedade no sábado.

Na busca de maior liberdade, a defesa de Arcanjo pediu para que o réu pudesse pernoitar na fazenda a partir de então, o que foi “tacitamente” negado por Fidelis.

Para o magistrado, o tratamento deve igual a todos, uma vez que, somente na Baixada Cuiabana, existem outras 1500 pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e não podem contar com regalias.

 

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