Redação Extra MT 

O Ministério Público Estadual (MPE) desistiu de usar as informações da delação do procurador do Estado aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima. As informações seriam aplicadas no  processo movido contra o ex-secretário de Fazenda (Sefaz), Eder Moraes, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Santos Muniz e mais seis pessoas.

A homologação da desistência foi feita pela  juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. A colaboração chegou a ser admitida em decisão do dia 9 de setembro. Porém, pouco depois o próprio MPE informou à magistrada que a delação premiada “não chegou a ser concluída”. A nova manifestação do órgão ministerial levou Ana Cristina a homologar a desistência da prova emprestada.

As informações fornecidas por Chico Lima embasariam denúncia em que o procurador aposentado não é réu. No caso, o Ministério Público de Mato Grosso (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ofereceu denúncia em 2018 por corrupção passiva e ativa envolvendo atos fraudulentos na época em que Eder Moraes estava à frente da Secretaria de Estado de Fazenda.

De acordo com o MPE, os fatos apontados nas denúncias revelam esquema para desvio de recursos públicos na ordem de R$ 12 milhões, ainda não atualizados. As fraudes foram cometidas com utilização de cenário e documentações falsas que justificaram pagamentos em torno de um suposto processo de restabelecimento econômico financeiro envolvendo contratos firmados entre a Sefaz e a empresa Bandeirantes Construções e Terraplanagem Ltda, no ano de 2005.

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