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A Ordem dos Advogados em Mato Grosso (OAB-MT) emitiu nesta quarta-feira (24) uma nota de repúdio contra o juiz afastado Paulo Martini que chamou a advogada Luciana Koslowski Nazzari de incompetente durante uma audiência em Sinop, a 503 km de Cuiabá. A confusão ocorreu na terça-feira (23). Em seguida, como consta da ata da audiência, a advogada o xingou de corrupto.

No documento, a instituição repudia o acontecimento e diz que tem tomado as medidas cabíveis.

Entre as providências, a OAB afirmou que solicitou as imagens das câmeras de monitoramento do prédio da Justiça do Trabalho, onde a audiência era realizada.

“Acompanharemos a apuração dos fatos e desdobramento do caso para garantir a segurança da profissional no exercício de suas atividades. Não admitimos intimidação profissional da mesma forma como não admitiremos o desrespeito com a mulher advogada”, diz trecho da nota.

Luciana registrou um boletim de ocorrência contra o juiz. A medida foi acompanhada pela OAB-MT.

Ao G1, no dia da confusão,o magistrado admitiu ter chamado Luciana de incompetente. “Ela está brava porque perdeu uma ação contra mim e depois entrou contra o meu filho. Falei: ‘a senhora é incompetente, já perdeu a primeira ação e vai perder a segunda, daí ela deu ‘chilique’ e me chamou de corrupto'”, afirmou.

Luciana disse ter solicitado a saída dele da sala de audiência, pois o processo não é contra ele e porque o magistrado já tinha causado confusão outras vezes.

Juiz Paulo Martini foi condenado em 2016 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT); ele disse que está recorrendo da decisão no STF e no STJ (Foto: Reprodução TVCA) Juiz Paulo Martini foi condenado em 2016 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT); ele disse que está recorrendo da decisão no STF e no STJ (Foto: Reprodução TVCA)

Juiz Paulo Martini foi condenado em 2016 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT); ele disse que está recorrendo da decisão no STF e no STJ (Foto: Reprodução TVCA)

Mais confusão

Na saída, em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, houve confusão.

“Em frente à Justiça do Trabalho, ele começou a me chamar de incompetente, me chamou de vagabunda por mais de 10 vezes, chamei ele de corrupto e ele disse que me daria um tiro. Ele esta me ameaçando desde a primeira audiência, dizendo que sabia onde eu morava”, disse a advogada.

Segundo ela, os seguranças do local presenciaram a cena. A polícia chegou a ser acionada, mas não houve detenção.

Paulo Martini nega ter xingado a advogada de vagabunda do lado de fora do prédio.

A audiência em que houve confusão era referente a um processo trabalhista no qual o filho de Martini é réu e que tem Luciana como advogada da outra parte.

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