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O desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), concedeu liberdade à Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvêa, funcionária da empresa Pró-Clin acusada de participação em fraudes na saúde investigadas pela Operação Sangria. A decisão é desta segunda-feira (24).

 

O pedido de Kedna foi feito com base na decisão que soltou o empresário Adriano Luis Alves de Souza no último domingo (23). Na ação, a funcionária sustentou que se encontra em posição idêntica ao empresário e que só começou a ser alvo da investigação depois do depoimento de uma testemunha.

 

Ela é acusada de destruir documentos que comprovam o esquema e que comprometem o ex-secretário de Saúde Huark Douglas. A funcionária reiterou, ainda, que é ré primária e possui bons antecedentes.

 

O desembargador, em sua decisão, afirmou que os fatos revelam que a funcionária cumpria ordens de Adriano, por ser hierarquicamente inferior a ele. De acordo com ele, no depoimento da testemunha existem breves apontamentos das condutas ilegais de Kedna.

 

“De acordo com os documentos acostados nestes autos, entendo que o quadro fático onde se encontra inserida a peticionante Kedna se assemelha ao do paciente Adriano, o que no meu ponto de vista dá ensejo ao direito à liberdade”, diz trecho do documento.

 

Com isto, Sakamoto determinou medidas cautelares para substituição da prisão preventiva. Ela deve usar tornozeleira eletrônica e fica proibida de manter contato com qualquer suspeito ou testemunha do processo e de comparecer à Secretaria Municipal e Estadual de Saúde, bem como às sedes das empresas envolvidas no esquema.

Ainda, deve manter seu endereço atualizado nos autos, comparecer a todos os atos do processo quando for intimado e não pode se ausentar de Cuiabá sem prévia comunicação ao juízo.

 

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