A juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, negou o pedido de flexibilização das medidas cautelares que os médicos Luciano Correia, Fábio Liberali Weissheimer e Huark Douglas Correia cumprem. Eles queriam atender plantões, mas estão impedidos pela Justiça de saírem de casa entre 19h e 06h e de frequentarem órgãos estaduais e municipais, bem como unidades de saúde.

Os médicos são investigados na “Operação Sangria” por fraude em licitações para beneficiar as empresas Proclin e Qualycare que prestavam serviços médicos em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde e com o Estado de Mato Grosso. O crime pode ter causado danos de R$ 14,6 milhões à Prefeitura de Cuiabá.

A defesa dos médicos alega que eles possuem vínculos funcionais com a Rede Pública Municipal de Saúde, com a Rede Pública Federal de Saúde e com Hospitais Particulares situados em Cuiabá. Trabalhos que, segundo a defesa, se encontram prejudicados por conta das medidas cautelares fixadas.

Além da jornada de trabalho regular, o advogado defende que haveria necessidade de relativizar as medidas em razão da realização de plantões e troca de turno, que ocorrem em finais de semana e em horário noturno.

Para a juíza, o pedido não se trata de uma simples relativização do cumprimento da medida cautelar imposta. Ela entende que a situação é mais complicada de modo que não haveria parâmetro para acompanhar o correto cumprimento das medidas a considerar as constantes trocas de turnos e frequentes plantões realizados pelos médicos.

Deixe uma resposta