Pablo Rodrigo, repórter de A Gazeta

A escolha dos dois candidatos a suplente de senador é a definição que falta para que a juíza aposentada Selma Arruda decida em qual partido se filiará. Selma exige liberdade na hora da definição dos nomes, já que se preocupa com sua honra ilibada.

Chico Ferreira

“Minha campanha tem que ser limpa e honesta, então,estou negociando os suplentes. Isso é o que falta para eu definir minha filiação”, disse para A Gazeta, sinalizando já ter definido que vai mesmo disputar uma das duas vagas ao Senado disponíveis neste ano.

Apesar de ter aposentado a toga, Selma Arruda deve manter a postura “linha dura” e a bandeira anti-corrupção. O partido com diálogo mais avançado é o PSL, que vem fazendo todos os esforços necessários para concretizar a filiação.

O partido chegou a baixar uma resolução impedindo a adesão de “condenados” e “delatados” para agradar a juíza aposentada. Deputado federal e presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL/RJ), também gravou um vídeo elogiando a atuação de Selma no combate a corrupção. “Se eu não tiver a liberdade de negociar a suplência no PSL, procurarei outro partido”, adiantou Selma.

Além do PSL, o governador Pedro Taques (PSDB) pretende conversar com a juíza aposentada. Nos bastidores, a informação é que o tucano teria a intenção de convidá-la para o PPS ou Solidariedade (SD), partidos que estão fechados no apoio ao seu projeto de reeleição.

Porém, até o fechamento desta edição, o governador ainda não tinha procurado a magistrada. Selma Arruda está aposentada desde o dia 27. A decisão foi assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos, num ato “ad referendum”.

Selma é conhecida nacionalmente por suas decisões contra personagens importantes da política mato-grossense. Foi ela que determinou a prisão do ex-governador, Silval Barbosa, no dia 15 de setembro de 2015. Ela também expediu mandados de privação de liberdade contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva.

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