Karine Miranda/GD

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, não conheceu o habeas corpus impetrado ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, preso acusado de atrapalhar as investigações dos grampos ilegais operado em Mato Grosso. Com isso, Taques segue detido no Centro de Custódia de Cuiabá, onde está desde o dia 27 setembro.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (18), porém ainda não foi publicada na íntegra.

Segundo informações do STF, o ministro se negou a examinar o habeas corpus, uma vez que o pedido buscava revogar a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, que manteve a prisão decretada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, durante a Operação Esdras.

Desse modo, o ministro Barroso entendeu que a defesa de Taques “suprimiu instância”, pois recorreu ao STF antes de obter uma decisão do colegiado do STJ. Sendo assim, Paulo Taques segue detido sob a acusação de ser um dos “principais protagonistas do grupo criminoso” que realizava o esquema de escutas clandestinas em Mato Grosso.

Conforme o ministro STJ já havia apontado ao negar a soltura de Taques, há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade sobre a participação dele com o grupo que teria grampeado ilegalmente centenas de pessoas, entre jornalistas, políticos e até membros do judiciário. Inclusive, ele é apontado como sendo o maior “beneficiário” com o esquema.

Isto porque Taques teria participado desde a criação do “Núcleo de Inteligência” da Polícia Militar, responsável pelo início dos grampos ilegais, até a indicação de nomes a serem interceptados ilegalmente.

Além disso, ele teria tentado atrapalhar a investigação sobre o caso, mediante a coação e o suborno do escrivão do Inquérito Policial Militar, tenente-coronel José Henrique Soares, a fim de que ele gravasse o desembargador Perri para forjar uma acusação questionando sua parcialidade no julgamento da causa de modo a afastá-lo do processo.

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