A denúncia do empresário do ramo de combustíveis, Aldo Locatelli, de que a facção criminosa Comando Vermelho controla três postos em Cuiabá, será encaminhada para a Secretara de Estado de Segurança Pública. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal ouviu Locatelli nesta semana e, devido à gravidade da denúncia, que pode gerar riscos, o presidente da CPI, Wilson Santos (PSDB), pedirá que a Sesp investigue o caso.

Conforme o sub-relator da CPI, deputado Carlos Avallone (PSDB), a secretaria tem mais habilidade para tratar do assunto, já que poderá utilizar parte da inteligência para monitorar a informação. “Há uma possibilidade de haver risco decorrente, então tem que se tomar alguns cuidados que eu não sei quais são, mas com certeza o secretário de Segurança poderá tomar”.

Na última terça-feira (23), Locatelli afirmou à CPI que existem, em Mato Grosso, três postos de combustíveis lavando dinheiro para o Comando Vermelho. Segundo o empresário, em função da sonegação, o Estado deixa de arrecadar mais de R$ 425 milhões por ano.

Na tarde desta quinta, a CPI vai ouvir o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis, e o secretário-adjunto da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Fábio Fernandes Pimenta, que vai representar o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Júnior.

Eles devem falar sobre os procedimentos que foram tomados com relação às últimas CPIs: da Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat) realizada em 2014, e da Renúncia e Sonegação Fiscal, instalada em 2015.

“Fábio fará uma apresentação com informações que possam somar ou contrapor o depoimento de Aldo, porque ele foi incisivo em algumas ações dizendo que a Sefaz, no atual Governo e nos anteriores, tem um certo descaso em algumas áreas. Para criarmos um raciocínio melhor, precisamos dar oportunidade para que todos falem”, explica o sub-relator.

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