Redação RD NEWS 

m menos de um mês, mais uma possível tentativa de fuga do ex-cabo da PM Hércules de Araújo Agostinho foi frustrada na Penitenciária Central do Estado (PCE). As grades da cela dele estavam serradas, segundo vistoria feita no local.

Hércules era um dos capangas que atuavam a mando do ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, chamado de “Comendador”. Ele cumpre penas que, somadas, chegam a 162 anos.

O comparsa dele, Célio Alves, que também era policial, está preso, já o ex-chefe de ambos – Arcanjo – ganhou liberdade há 1 ano. Cumpre pena vigiado por tornozeleira eletrônica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), agentes penitenciários perceberam a irregularidade em parte da cela que abriga o ex-cabo, no raio 5 da PCE, durante vistoria na noite da última sexta (8).

Conforme a Sesp, os servidores faziam fiscalização rotineira, após trancarem as celas da carceragem, quando avistaram algumas hastes serradas na cela de Hércules, que atualmente está sozinho no local.

O ex-policial militar estava na cela há pouco menos de 20 dias. Ele havia sido transferido para o local desde a última tentativa de fuga.

Ainda na noite de sexta, o ex-cabo foi removido e encaminhado para outra cela da unidade prisional, informou a Sesp, por meio de nota. O local em que ele estava passou por vistoria. Conforme a secretaria, a segurança no raio 5 foi reforçada, assim como em toda a penitenciária.

Um novo procedimento administrativo disciplinar será aberto para apurar a tentativa de fuga.

Segunda fuga em menos de um mês

Em 21 de fevereiro, agentes penitenciários da PCE descobriram um possível plano de fuga do ex-cabo, após denúncia anônima. Os servidores foram à cela em que ele estava e notaram que a bigorna, como é chamada a porta com grades que fecha o recinto, havia sido quebrada e retirada do lugar.

Depois de frustrar o plano do ex-policial, os agentes foram ameaçados por ele. Hércules teria dito que era “matador” e citado sua antiga profissão.

Conforme a Sesp, o ex-cabo tinha a intenção de fugir dias depois. Dentro da cela foi encontrada uma folha de papel sulfite com anotações de fórmulas matemáticas de topografia. Escritas a caneta, as anotações traziam cálculos, que, supostamente, seriam utilizados para que fazer um levantamento das medidas do terreno para a possível fuga.

Depois da situação, ele foi transferido para a cela do raio 5 da Penitenciária Central do Estado.

Os crimes

Entre os crimes cometidos pelo ex-policial está a morte do jornalista Sávio Brandão, dono do extinto jornal Folha do Estado. O crime ocorreu em setembro de 2002. Hércules e o também ex-policial Célio Alves de Souza atiraram contra o jornalista quando ele acompanhava a obra da então futura sede do jornal, no bairro Concil, em Cuiabá.

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