Cláudio Moraes

A Polícia Federal realiza neste momento a sexta fase da "Operação Ararath". Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e aprensão em Mato Grosso e Ribeirão Preto.

Um dos alvos da ação de hoje é suplente de deputado estadual e candidato a ficar de forma permanente na Assembleia Legislativa, Gilmar Fabris. Neste momento, agentes realizam apreensão de documentos em imóveis dele e pessoas com quem possui relação.

O objetivo da operação desta manhã é a emissão fraudulenta de cartas de crédito para servidores públicos da secretaria de Fazenda de Mato Grosso. O Estado teria tido um prejuízo estimado de cerca de R$ 500 milhões.

Em depoimentos a Justiça Federal, o ex-secretário de Fazenda, Éder Moraes Dias, chegou a comentar sobre a emissão das cartas de crédito tanto é que o agente fazenário, João Vicente Picorelli, chegou a pedir cópias das oitivas ao juiz federal Jefferson Schneider. 

O magistrado negou os pedidos. Gilmar Fabris tem residências em Cuiabá, Rondonópolis e interior de São Paulo.

A "Operação Ararath" teve início em novembro do ano passado e hoje são cerca de 200 investigados em 13 inquéritos que tramitam nas esferas da Justiça Federal, Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Uma delaçaõ premiada do empresario Gércio Marcelino Mendonça, o "Júnior Mendonça", revelou um esquema de lavagem de dinheiro público através de empresas de factoring.

Entre os investigados atualmente, constam figuras de peso de Mato Grosso. Destacam, por exemplo, o governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador Blairo Maggi (PR).

CAMPANHA

Logo após os policiais federais deixarem a residência, o suplente de deputado deu sequência a sua campanha. Ainda na manhã desta sexta-feira, ele esteve no comitê de sua campanha, que fica na proximidades de seu apartamento. 

Antes de deixar o local, o social democrata fez um aceno para a imprensa. Em seguida, ele deixou o local numa cmainhonete em alta velocidade e não prestou esclarecimentos.

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