Redação/GD

Um esquema de fraudes em processos de progressão de regime de presos é alvo da Operação Regressus, deflagrada nesta quarta-feira (25), pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, com apoio do Tribunal de Justiça e o Ministério Público Estadual para cumprir 3 mandados de prisão preventiva e 19 ordens de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Rio de Janeiro.

Polícia Civil

Os alvos com prisões expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá são 2 criminosos, ex-presidiários notoriamente conhecidos, com vasta condenação penal, que teriam por meios fraudulentos progredidos de regime. O 3º é um ex-assessor da 2ª Vara Criminal de Cuiabá – Vara de Execuções Penais.

Dentre os alvos confirmados pela Polícia Civil está o promotor de eventos Marcelo Rocha, conhecido popularmente Marcelo Vip. Ele já foi preso ao menos 12 vezes por ter praticado diversos crimes como associação ao tráfico de drogas, roubo de avião, falsidade ideológica e estelionato. Com isso, foi considerado um dos maiores golpistas do País e a trajetória da vida dele inspirou filmes e séries.

Quando saiu da prisão em 2014, Marcelo passou a viver como dono de uma empresa que promove eventos em Cuiabá. Na Capital, ele trouxe os famosos dos grupos Capital Inicial, Biquini Cavadão, Paralamas do Sucesso, Raimundos, Ludmilla e Mr. Catra.

Além dele, o traficante carioca Márcio Batista da Silva, 41, cujo apelido é Dinho Porquinho é alvo da operação. A dupla é acusada de ter fraudado informações com apoio de um servidor público da Vara de Execuções Penais para conseguir a remissão da pena.

Dinho Porquinho já tem condenações de 56 anos e 2 meses de prisão por crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e 3 homicídios qualificados praticados naquele estado. Ele também cumpriu pena em Pernambuco sendo que até outubro de 2014, quando já estava preso em Cuiabá, ainda portava uma tornozeleira eletrônica pertencente ao estado de Pernambuco. Porquinho, aparece em diversas manchetes do noticiário nacional em matérias sobre dezenas de crimes pelos quais é acusado e alguns que já foi condenado.

Dinho Porquinho vinha cumprindo pena no regime semiaberto e usando uma tornozeleira eletrônica. Ele mora em Cuiabá, no luxuoso condomínio Bonavita, na Rua Juliano da Costa Marques, bairro Jardim Aclimação. Conforme processos de guia de execução consultados pelo Gazeta Digital, ele tem autorização judicial para trabalhar e cursar Engenharia Civil na Universidade de Cuiabá (Unic).

Em janeiro deste ano, Dinho Porquinho foi preso na Capital acusado de direção perigosa e embriaguez ao volante ser flagrado em alta velocidade e na contramão na Avenida 15 de novembro. Um delegado plantonista que atendeu o caso arbitrou uma fiança de R$ 14,3 mil que depois foi reduzida para R$ 4,7 mil pelo juiz Wladys Roberto Freire do Amaral, durante audiência de custódia para Porquinho responder em liberdade.

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