Olhar Direto 

A Polícia Civil divulgou na tarde desta sexta-feira (30), a foto do Edinei Honorato Lopes, de 36 anos, acusado de aplicar o golpe que promete quebrar feitiços que teriam sido lançados contra crianças e adolescentes. Depois de deixar as vítimas assustadas, ele pede para que elas passem sal no corpo durante uma chamada de vídeo acompanhada pelo suspeito. Edinei, também conhecido como “Maníaco do telefone” ou “Mosquito”, é obreiro em uma igreja evangélica e já foi preso três vezes. Ele está com mandado de prisão preventiva decretada pela justiça desde março de 2018.

Segundo as investigações, o suspeito entra em contato com vítimas do sexo feminino por meio de aplicativo de mensagens (WhatsApp) afirmando que foi contratado para fazer um trabalho espiritual contra a criança ou adolescente. O objetivo do “trabalho” seria fazer a vítima ficar paraplégica e perder todo o cabelo. O investigado então declara que se a menor enviar fotos e vídeos íntimos não fará o feitiço.

Em Várzea Grande, o delegado da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso, Claudio Álvares de Sant’anna, afirma que já foram identificados 10 casos desse tipo de ação no município. Também foram registrados casos similares em outros locais da Baixada Cuiabana e também em cidades do interior mato-grossense.

O suspeito foi preso pela primeira vez em outubro de 2013, em ação da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), quando fez cerca de 40 vítimas, agindo da mesma maneira, fazendo ameaças enviadas através de mensagens no aparelho celular. Colocado em liberdade condicional com uso de tornozeleira eletrônica, o suspeito voltou a ser preso em junho de 2015, após ser flagrado com celulares com fotos de vítimas, menores de idade.

A divulgação da fotografia e identidade de Edinei visa auxiliar na prisão do suspeito que responderá, a princípio, pelos crimes de constrangimento ilegal e ainda por “receber e ter armazenado fotos e vídeos de criança e adolescentes em situação de nudez”, previsto no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).

“As vítimas ainda estão sendo ouvidas e diante dos depoimentos podem surgir outros crimes. Com a divulgação da identidade do suspeito, acreditamos que outras devem procurar a delegacia”, disse o delegado.

Denúncias sobre que possam levar a localização do suspeito podem ser realizadas através dos números 197 ou 3685-1236.

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