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A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) investiga a possibilidade de o entregador Elizeu do Carmo Souza, de 43 anos, ter estuprado outras duas crianças, de 10 e 11 anos. A suspeita, segundo informações recebidas, foi levantada durante investigações dos agentes.

As duas vítimas também são enteadas do suspeito, irmãs da adolescente de 14 anos que foi estuprada e contaminada com o vírus do HIV pelo acusado, que é soropositivo. A menor está grávida e o entregador confessou os abusos sexuais, assim como a paternidade do bebê.

Ele foi preso na manhã de quinta-feira (21) por policiais civis da Deddica, em uma mercearia no bairro Alvorada, em Cuiabá.

Durante as investigações, os agentes descobriram que os estupros foram cometidos quando a adolescente estava na casa apenas com as duas irmãs. Diante disso, os policiais acreditam que essas duas crianças também tenham sofrido abusos. Ao ser questionado sobre os crimes, o suspeito negou.

“Durante as investigações, a adolescente grávida nos disse que o suspeito aproveitava o momento em que ele ficava com ela e as outras duas crianças para cometer o crime. Não existe denúncia e nem relato de que esses abusos aconteceram, porém o fato de ele ficar sozinho com a vítimas, nos fez levantar essa hipótese.  Estaremos investigando para tentar descobrir se as outras duas crianças também foram estupradas”, disse um policial que não quis se identificar.

As duas crianças serão levadas ao Instituto Médico Legal (IML) para passar por exames de delito. Elas também serão ouvidas pelo núcleo de psicologia da Deddica. Caso for comprovado nos laudos ou em depoimentos das meninas a violência, Elizeu também terá que responder por outros crimes de estupro de vulnerável.

Além da adolescente de 14 anos, a esposa de Elizeu também foi contaminada pelo vírus. Em depoimento prestado ao delegado Francisco Kunze, o entregador disse que sabia que era soropositivo, mas que em nenhum momento contou para as vítimas sobre a sua condição.

Suspeito disse que nunca usou preservativo

Além de confessar que estuprou e engravidou a adolescente de 14 anos, o entregador afirmou que nunca usou preservativo, fator decisivo para a contaminação da menina.

“Ele confessou que mantinha relações sexuais com ela há 3 anos e que nunca usou camisinha. Disse que sabia que era soropositivo, mas que nunca contou a adolescente e que parou o tratamento. A questão de que ele sabia sobre a doença pode ser um agravante quando ele estiver cumprindo pena”, disse o agente.

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