Redação 

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, conquistou parecer favorável para cumprir sua pena em regime semiaberto. A progressão foi decidida pelo  promotor Mauro Poderoso de Souza, que deu parecer no sentido de contabilizar três anos, sete meses e 23 dias de pena cumprida em 8 de maio.

Atualmente, Silval está em prisão domiciliar e sua defesa pede para que passe ao regime semiaberto. O ex-governador fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em maio de 2017. Pelo acordo, Silval deveria cumprir três anos e seis meses em prisão domiciliar, podendo ser reduzido o tempo em que ficou preso preventivamente no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) –  um ano e oito meses, no total.

A defesa do ex-governador também pediu que a pena total fosse reduzida em razão de estudos feitos durante o tempo em que esteve no CCC. Entre os cursos à distância, Silval cursou Teologia da Universidade da Bíblia e também trabalhou no tempo em que esteve preso.

Histórico  – Silval tem duas condenações em 1ª instância em duas ações referentes à 1ª e 2ª fases da Operação Sodoma. Na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ele foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão por fraudes em incentivos fiscais e também a 14 anos e dois meses de prisão por cobrança de propina e lavagem de dinheiro.

O MPE ainda se disse ciente de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para alienação dos bens entregues pelo ex-governador como parte do acordo de colaboração.

Dos bens entregues por Silval, apenas um avião bimotor Sêneca 3, de prefixo PT-VRX, fabricado em 1995 e avaliado em R$ 900 mil, foi devidamente alienado e está em uso pelo Estado. A aeronave passou a integrar, ainda em 2017, a frota do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

No total, foram entregues R$ 46 milhões em bens. Além do avião, Silval entregou um imóvel em Cuiabá no valor de R$ 1,22 milhão, um terreno em Sinop avaliado em R$ 860 mil, e as fazendas Serra Dourada II, avaliada em R$ 33 milhões, e Lagoa Dourada, avaliada em R$ 10,4 milhões, ambas em Peixoto de Azevedo.

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