O Livre 

Política e barraco podem ser considerados quase sinônimos. Pensando nisso, e com o intuito de relembrar alguns momentos protagonizados pelos nobres representantes do povo mato-grossense, o LIVRE listou cinco embates que marcaram 2018. Confira!

“Momento falho”


Se o governador trocasse nome da rodovia, ganharia um cemitério com seu nome (Foto: Ednilson Aguiar)

O clima de uma manhã fria e chuvosa de julho deste ano parece ter sido o cenário perfeito para azedar a relação entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

Durante um evento de plantio de mudas na Rodovia Emanuel Pinheiro, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, Taques propôs mudar o nome da via, que homenageia o pai do prefeito.

Emanuel, que estava prestes a inaugurar um crematório na região do Centro Político Administrativo (CPA), não gostou nenhum pouco da ideia e retrucou: “Não tem a menor possibilidade de mudar o nome. Se ele fizer isso aqui, eu vou inaugurar o cemitério governador Pedro Taques”.

Dias depois os dois conversaram, apararam as arestas e classificaram a troca de farpas como “um momento falho”.

O desafio que cala


Wilson Santos disse que renunciaria a mandato caso desvio de R$ 56 milhões na Seduc fosse comprovado

Foram incontáveis os embates entre os deputados estaduais Janaina Riva (MDB) e Wilson Santos (PSDB) ao longo deste ano e no ranking dos mais memoráveis, não pode ficar de fora o dia em que a emedebista deixou Wilson Santos, conhecido pela retórica, sem palavras.

Em mais um discurso em defesa do governo Pedro Taques (PSDB), proferido na tribuna durante uma corriqueira sessão plenária, o tucano afirmou que renunciaria ao mandato caso fosse comprovado que houve desvio de R$ 56 milhões na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para pagamento de suposto “caixa dois” na campanha do governador – e desafiou a deputada a fazer o mesmo caso fosse provado o contrário.

Janaína, por sua vez, disparou sem titubear: Ao meu mandato eu não renuncio jamais, porque ele não é meu. Ele é de 48.171 mato-grossenses. Ele não me pertence. Ele não é disponível, como vossa excelência disponibilizou o seu agora”.

O desvio acabou sendo comprovado e Wilson Santos continua na Assembleia Legislativa.

O bate-e-rebate entre quem sai e quem entra


Durante a campanha, Taque e Mauro Mendes trocaram alfinetadas da campanha à transição (GCOM-MT)

Deixando o governo em 31 de dezembro, após amagar a terceira colocação na disputa pela reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB) e o primeiro colocado no pleito, Mauro Mendes (DEM), que assume a gestão em 1º de janeiro, têm trocado alfinetadas e acusações desde o período da campanha e a fase de transição dos governos não amenizou as farpas.

Para citar apenas um exemplo, em certa oportunidade Taques chegou a mandar um recado ao sucessor: “jogo é jogo, treino é treino”. Mauro devolveu: “já enfrentei desafio semelhante, não sou nenhum neófito [recém-batizado], nenhum marinheiro de primeira viagem na administração pública”.

O atual governador também não enviou à Assembleia Legislativas propostas sugeridas por Mauro Mendes, como a renovação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação 2 (Fethab) e a reforma administrativa que pretende fazer em seu governo.

Taques disse não ter tido tempo hábil para o debate sobre a reforma e que não recebeu oficialmente o pedido de renovação do fundo. O democrata disparou que decisões equivocadas como estas do governador que atolaram o Estado em dívidas e as classificou como “não republicanas”.

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