Redação Extra MT

O delegado Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal,  disse que a prisão do ex-deputado Valtenir Pereira não ocorreu porque ele usava seus assessores para receber propina do esquema.

“Não [houve pedido de prisão] por um detalhe muito simples, ele [Valtenir] usava os assessores como interposse pessoal para pegar o dinheiro. Então, o que se tem são os assessores dele recebendo dinheiro, pagando as contas e outras coisas. Agora, ele propriamente se blindou”, disse o delegado.

Mesmo assim, a Polícia Federal indiciou o ex-deputado, já que para o órgão e o Ministério Público Federal (MPF), seria Valtenir o responsável por todo o esquema. “Não tivemos a prisão porque entendeu-se que não teria condições neste momento”.

“Não teve porque ele [Valtenir] usa essas pessoas como laranjas e se protege. Mas dentro da perseguição do caminho do dinheiro, sabe-se que é dele, era dele, o interesse é dele, a participação é dele”, enfatizou o delegado.

As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o ex-deputado federal e atual suplente, Valtenir Pereira (MDB), seria o líder de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 600 mil das prefeituras de Confresa e Serra Nova Dourada (1.167 e 1.024 quilômetros de Cuiabá).

Segundo as investigações, mais de R$ 600 mil foram utilizados pra pagamento de propina. Valtenir teria viabilizado a realização de convênios entre o Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional da Defesa Civil e as prefeituras, amparando-se na justificativa de construção de pontes de concreto emergenciais, devido às enchentes provocadas pelas chuvas.

Os prefeitos, beneficiados com os recursos federais, realizavam licitações repletas de irregularidades, combinando previamente com os empresários contratados para a execução das obras. Os políticos exigiam propinas a essas pessoas, na medida em que fossem realizados os pagamentos.

Os valores utilizados nas propinas provinham na maioria das vezes de medições fraudulentas, como atestados de serviços não realizados ou realizados a menor. Os montantes eram repassados aos gestores municipais e ao ex-deputado, por meio de depósitos/transferências em contas de terceiros.

As obras da prefeitura de Confresa/MT teriam gerado em torno de R$ 413 mil em propinas aos agentes públicos envolvidos, enquanto as de Serra Nova Dourada/MT o

Deixe uma resposta