Olhar Direto 

O governo pediu autorização à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para fechar seis empresas públicas do Estado. A medida é vista como mais um passo na tentativa de frear os gastos com a máquina e equilibrar as contas. A afirmação foi feita por Mauro Mendes (DEM), nesta terça-feira (08), em entrevista à TV Centro América.

“Não dá mais para ficar contando mentiras. Quando você tem uma dura realidade, precisa mudar muitas coisas. Hoje, entregaremos um conjunto de leis na Assembleia Legislativa para tentar amenizar esta situação. Mudamos o regime de trabalho no nosso primeiro dia de governo. O gestor anterior colocou uma lógica de que trabalhando menos, economizaria. No meu entendimento é ao contrário, precisamos trabalhar muito para superar isto”, comentou o governador.

Mauro ainda acrescentou que o cidadão não está disposto a pagar mais imposto: “Por isso, estou fazendo um grande esforço para economizar despesas. Estou cortando para 15 secretariais e mandando um projeto de lei que pede autorização para fechar seis empresas públicas, cortar despesas, aquilo que hoje não é necessário”. Entre elas, estão a Metamat e a Desenvolve MT.

“Apesar deste cenário ruim, acredito muito em Mato Grosso. Teremos que tomar medidas necessárias para recuperar. Vou propor um pacto pelo nosso Estado, para que possamos ter condições de ter a altura do que somos. Temos de enfrentar o crescimento da despesa. É o momento de parar, dar um tempo, colocar a casa em ordem. Vamos investir no cidadão e quando a economia recuperar, podemos ter novas recomposições”, finalizou o governador.

Caixa zerado

Mauro Mendes recebeu o Governo no dia 01 de janeiro sem dinheiro em caixa para o pagamento da folha salarial referente a dezembro, quando Pedro Taques (PSDB) ainda era governador. Isto porque, há dois anos, a arrecadação do recurso utilizado para pagar os servidores vem sendo feito nos primeiros dez dias do mês subseqüente ao trabalhado.

A folha salarial de novembro, paga no mês passado, precisou ser escalonada. A expectativa de que o mesmo ocorresse este mês era grande, por conta da redução na arrecadação do Estado, comum nos primeiros meses do ano.

Além disso, o Governo ainda aguarda a vinda dos R$ 400 milhões referentes ao Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que até a presente data não foi pago pelo Governo Federal.

O 13º salário de 2018 dos aniversariantes de novembro e dezembro e dos servidores comissionados também ficou pendente. Conforme o ex-titular da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, os cerca de R$ 120 milhões a serem pagos foram contabilizados como dívidas no fechamento do balaço do governo, para serem quitadas por Mauro Mendes.

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