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Governador eleito em 1º turno, Mauro Mendes (DEM) admitiu que poderá atender as sugestões para taxar o agronegócio nos moldes da Lei de Mato Grosso do Sul, que determina uma porcentagem para que seja comercializado no mercado interno e assim gerar cobrança de ICMS.

No entanto, Mendes reafirma que pretende adotar uma política de austeridade para que as novas receitas geradas, como a de taxar o Agro, não sirva apenas para cobrir as despesas já existentes.

“Nós vamos trabalhar sim e muito para melhorar as receitas, mas nós temos que trabalhar muito também para segurar as despesas. Se não nós vamos arrumar dinheiro novo só para tampar buraco velho”, disse o governador eleito nesta terça-feira (6).

Como exemplo, Mendes aponta o déficit da previdência do Estado, que só neste ano fechara em R$ 1,150 bilhão.

Mauro Mendes também disse não temer o embate com os produtores, já que, segundo ele, deixou claro durante a campanha as dificuldades que iria enfrentar na futura gestão e que não existe “Salvador da Pátria”.

“O Estado tem muitas dificuldades, vou fazer o meu papel, vou falar a verdade, vou mostrar as duras realidades que temos. Agora todo mundo tem que colaborar para sair desse buraco. Estamos atolados, com grandes dificuldades. E cabe a todos contribuir para que nós saímos dela”, defende. “Se não o prejuízo será muito grande e muito maior. Eu vou fazer a minha parte. Agora espero que todos façam também”, completa.

Já em relação a renovação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação, Commodities e Adicional – conhecido como Fethab 2, Mendes explica que a sua equipe de transição está elaborando uma minuta de Projeto de Lei para a continuidade do Fundo.

“Nós vamos elaborar e entregar ao governador Pedro Taques (PSDB) para que ele encaminhe à Assembleia Legislativa. Porque só ele tem essa prerrogativa para encaminhar”.

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