O governador Mauro Mendes (DEM) revelou que o Governo Federal condicionou o pagamento do Fundo de Auxílio à Exportação (FEX) à Reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Federal.

Em conversa com a imprensa, na última quinta-feira (9), o democrata disse que, apesar de não gostar, a negociação feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) é legítima.

“Embora não gostaria que estivesse acontecendo, o Governo Federal, de certa forma, coloca como importante para o avanço nessas negociações, o avanço também da Reforma da Previdência”, disse.

“Eu já fui dezenas de vezes a Brasília e faço um esforço, junto com todos, para que isso aconteça, mas não adianta a gente querer. Tem que entender que do outro lado também tem o Governo Federal e seus objetivos, que coloca isso na negociação. E negociação na política, clara e transparente, é democrática e legítima”, completou.

Mendes esteve em reunião com Bolsonaro e outros 25 governadores na manhã dE quarta-feira (8) e cobrou o repasse de mais de R$ 450 milhões do FEX, que deveria ter sido pago no início deste ano.

No encontro foi entregue ao presidente a “Carta do Fórum de Governadores”, em que constam seis reivindicações que visam assegurar a estabilidade financeira dos estados.

“Eu, como governador e compreendendo os desafios que temos em Mato Grosso e, enxergando um pouco do Brasil, tenho absoluta convicção que temos que aprovar a Reforma da Previdência ou vamos quebrar o País. Como quebrou Portugal, como quebrou a Grécia e outros países. Iremos caminhar para uma triste trajetória com consequências sociais para todos os brasileiros”, disse Mendes ao defender a aprovação do projeto em tramitação.

Segundo o governador, Bolsonaro e sua equipe devem responder aos pedidos nas próximas semanas. “Nós tratamos em Brasília desses seis pontos. Eles ficaram de, em uma semana, nos dar uma resposta mais objetiva. Embora nenhuma deles seja novidade, são pontos que estão na mesa de negociação política há alguns anos. Para Mato Grosso, o principal é as compensações da Lei Kandir, o FEX. O Governo sinaliza com alguma possiblidade, mas condiciona qualquer avanço à aprovação da reforma”, completou.

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