RDNEWS

ador Mauro Mendes (DEM) classificou a situação do Estado como de insolvência durante a reunião com o secretariado,  realizada na noite desta quinta (3), no Palácio Paiaguás. Embora o conteúdo esteja sendo mantido em sigilo pelo Governo do Estado, como apurou o RDNWES, o  democrata confirmou aos integrantes da equipe que o  antecessor Pedro Taques (PSDB) deixou o caixa zerado. A primeira-dama Virgínia Mendes e o vice Otaviano Pivetta (PDT) também acompanharam o encontro.

Por isso, Mauro reafirmou que não existe previsão para pagar o décimo terceiro para os servidores nascidos em novembro e dezembro, comissionados e parte dos lotados nas empresas e autarquias que totaliza R$ 127 milhões. Além disso, o escalonamento da folha salarial de dezembro, que deve ser paga no próximo dia 10, já está sendo considerado inevitável pela equipe econômica do novo governo.

Uma fonte consultada por confirmou que Mauro ainda admitiu que, caso o governo federal não libere os R$ 470 milhões do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) ainda em janeiro, a folha salarial deste mês, que deve ser quitada em 10 de fevereiro, também deverá ser escalonada. Neste caso, o governador conta com apoio da bancada no Congresso Nacional para assegurar a liberação dos recursos.

A própria equipe de transição alertou Mauro sobre a crise financeira já que apontou déficit de R$ 1,5 bilhão neste ano. Além de deixar o governo com décimo terceiro de parte do funcionalismo pendente, Taques também escalonou a última folha sob sua responsabilidade. O Executivo também deve para praticamente todos os fornecedores do Estado.

Na posse, Mauro abordou o assunto. Declarou que Mato Grosso entraria em “recuperação judicial” diante da situação de descontrole das finanças públicas que está herdando do antecessor.

Na reunião, os 15 secretários também puderam  mostrar a realidade de cada pasta. Também  foram definidas diretrizes para a próxima semana de trabalho. Na próxima  terça (8), o governador irá conceder entrevista coletiva de imprensa para tornar pública a situação do Estado.

Deixe uma resposta